
(Source: amandasanft, via lizzyjuliet)


Sabe, queria mudar um pouco os temas do meu texto, acho todos clichês, não tem mais um sentido. Ia até falar sobre a calamidade social em que vivemos, mas eu ando com uma urgência, uma urgência que vai além de escrever, sabe. Então, vai de novo o amor, o excesso e a falta. Talvez, entre em pauta a questão da calamidade, é tanto amor pelo supérfluo e pouco amor com o que necessitamos.
Então, eu tenho um sério problema, só faço algo se aquilo me pareça seguro. Eu só me movo pela razão, só ouço o coração às 2 da manhã, com fones no ouvidos, e a cabeça no travesseiro. Mas de uns tempos pra cá venho observando bastante coisa, como eu me movo com a emoção quando eu tô com o meu cachorro, eu sei que ele não me fará sofrer, sempre está por perto. E em controvérsia, eu me afasto de algumas pessoas que eu queria sempre está por perto, por orgulho ou medo ?
Pelos dois, às vezes a gente ama tanto o ego, né ? O nosso amor pelo ego chega ser maior mesmo do que o amor por alguém. O que é bem estranho, o ego não te abraça, não te apoia, não compartilha nada de bom com você, ele só lembra dos defeitos dos outros e tampa seus olhos para o seu. E o medo ? Então, o medo, eu sempre o disfarço com as minhas atitudes pensadas, com a indiferença, com o silêncio e até mesmo com arrogância.
Tive uma experiência com o medo essa semana, queria falar muito com uma pessoa, mas tinha medo dela me ignorar, demorei um tempo, mas resolvi falar. Enviei a mensagem e nada, apenas o silêncio e a minha dúvida, pergunto se viu ou não ? Quero ter a resposta, mas tenho medo dessa resposta me vim como uma bomba. Demorei mais um tempo e resolvi novamente confrontar, fui lá e perguntei. Era um mau entendido, que bom, mas não falei a metade do que eu queria, que pena.
É quando você pensa que às vezes não são os outros que te fazem sofrer, é você mesmo. É a sua covardia, é o valor que você dá a conceitos que nada valem, é o desprezo que você dá para o necessário. Não adianta, você não nasceu com roupa e cabelos, você não será sepultado em uma mansão. Não importa, você não vai ser feliz o tempo todo. O cara que você vai se casar, te fará sofrer também, inúmeras vezes, mas ele vai acertar e mudará por você, inúmeras vezes.
De alguma forma ou outra, você vai aprender que algumas pessoas vão te machucar e você irá machucá-las também, mas elas são imprescindíveis na sua vida! Você também vai aprender que você não errou quando tentou ou errou quando deixou de tentar. E o que é pior, que a vida sabe bem como te mostrar que há coisas pior do que não ter ninguém, é pior quando você erra, mas não pode voltar atrás, quando você quis, mas não fez. E não há nada pior, irrevogavelmente, do que o tarde demais. Então, antecipa- se.
Lohana Rebelo.
É como diz Veríssimo:
“Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. Embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.”








A M O E S S A F O T O !


